No livro Vida de Escritor, do Gay Talese, tem um capítulo interessante dedicado aos restaurantes. Talese conta que gosta muito de comer fora e da sua mesa presta muita atenção na conversa da mesa alheia. Depois de ler isso, reparei que sou assim. Sempre. Sozinha ou acompanhada. No buteco, na padaria ou no restaurante. Sim, eu presto atenção na conversa e no movimento dos outros enquanto almoço ou janto ou belisco qualquer coisa. O mais interessante disso é que muitas vezes você apenas supõe o que pode estar acontecendo e diálogos são criados na sua mente.
E, a última conversa que me chamou a atenção, foi no último domingo, na Picanha Fatiada. Enquanto meu rodízio ainda acontecia reparei que a mulher sentada duas mesas distantes da minha decidiu pedir uma sobremesa. O marido (acho que é marido) pediu um café. A filha (acho que é filha deles) pediu um petit gateau e a mulher pediu um mamão. Um mamão. Como ela estava longe de mim eu tinha quase certeza que era um mamão, mas por acreditar que ninguém pede um mamão de sobremesa num restaurante, deixei pra lá.
O suposto marido fez um sinal com a mão, como se tivesse jogando mel em cima de alguma coisa, de forma imaginária. Interpretei que ele sugeria algo para colocar em cima do mamão. Mas, de longe, ouvi ele dizendo para o garçom que podia trazer a tal coisa porque "ficava muito melhor." Criei, então, a cena na minha cabeça: ela pediu um creme de mamão papaya e ele aconselhou que bom mesmo seria com cassis.
Eis que chega o mamão. Sim, era um mamão. Desses que a gente come no café da manhã, mas nunca como sobremesa num restaurante. E na sequência o garçom trouxe limão. Era mamão com limão. Ela comeu e balançou a cabeça como que concordando com ele sobre a sugestão. Então, ele disse: "Não falei?"
Mamão de sobremesa!
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Caí no mundo virtual
Quando o Orkut surgiu eu fui uma das últimas entre as minhas amigas a participar e quando recebi o convite para entrar não fazia a mínima ideia do que se tratava. Me inscrevi e pirei. Não queria sair do Orkut, me inscrevi em várias comunidades e inclui na minha lista de amigos até aqueles que quando a gente tromba fora do mundo virtual finge que não conhece ou dá um oizinho escondido. De uns tempos pra cá, eu abandonei total o Orkut e já nem respondia mais os recados.
Quando o Twitter apareceu e a febre começou, eu me recusei a participar. No começo, eu também não sabia do que se tratava. "Como assim as pessoas te seguem no mundo virtual?", eu perguntava aos mais íntimos. Hoje eu já sei como funciona, mas como acho que ele vai ocupar muito o meu tempo porque eu sou sem noção, continuo firme na resistência. Por esse motivo também não tenho videogame.
Sem Twitter, decidi criar um blog - esse mesmo - e no começo eu escrevia pouco, mas agora eu me preocupo mais com ele. Quando o Nosso Cortiço nasceu, eu não sabia nem como escolher um layout e precisei da ajuda dos universitários. Hoje o blog está aí e sou só um pouco sem noção com ele. Na verdade, tudo piorou bem desde que o tal do Blogger decidiu nos proporcionar a tal das "estatísticas." É difícil driblar a curiosidade e fingir que não quer saber de onde vem e quando são os seus acessos.
Até o mês retrasado, também não tinha Skype. Resolvi criar uma conta porque o meu pai disse que era mais fácil e barato para conversarmos. Mas esse não pegou muito, não. Quase não uso. Mas está lá, instalado no computador caso alguém precise falar comigo by Skype. Também criei uma conta do Google só para usar o serviço de mensagem instantânea dele. Sim, eu tenho MSN também, mas alguns amigos só usam o do Google. No total, tenho quatro contas de email, incluindo a do trabalho.
Em uma entrevista para um freela, descobri que sou quase uma analfabeta virtual. A entrevistada não parava de me falar em Linkedin e um tal de painel Livra, que funciona como uma rede virtual para pesquisa de mercado e opinião. Quando essa mulher citou o Linkedin me recordei na hora dos inúmeros convites desprezados e jogados na lixeira. Desliguei o telefone e fui me informar.
Após me informar, descobri que muitos dos meus amigos de profissão já estavam no Linkedin e me senti, mais uma vez, uma analfabeta virtual. Só por despeito, me inscrevi nessa rede de relacionamento profissional e também na tal da Livra, onde você responde pesquisas e concorre a prêmios, que vão de iPhones a laptops. Há 15 dias um outro convite chegou até mim: o Mundo de Opiniões. É o mesmo esquema da Livra. E lá estou eu, inscritíssima.
Na semana passada, me peguei aceitando um convite do Facebook. Há um bom tempo ouço falar "ah, essa foto vai para o Facebook", mas nunca tinha tido curiosidade de saber mais nada até que duas amigas ficaram me aloprando para entrar. Antes de aceitar, fiz um monte de perguntas sobre a diferença entre o Orkut e o Facebook. Para matar a curiosidade, só fazendo parte da rede social. Lá estou eu fissurada com as descobertas e lutando comigo mesma para passar menos tempo em frente ao computador. Acho que o Twitter eu ainda resisto por mais um bom tempo. Ou não.
Marcadores: Linkedin , Livra , Mundo de Opiniões
Vocês conhecem o Bolado´s Sucos?
Para quem não conhece, o Bolado´s é uma rede de comidas saudáveis que existe há 25 anos. A primeira loja fica na Rua Pamplona, no Jardim Paulista, em São Paulo, mas já há cinco delas espalhadas por aí, sendo que a única fora da Capital é a que foi inaugurada em Ribeirão Preto há uns dois anos, no Centro.
Marcadores: Bolado´s , Centro , Ribeirão Preto , sucos
Comida de hospital: experiência inusitada na Letônia
Essa notícia eu copiei do blog da Biba (http://comigonaviagem.blogspot.com/), editora do caderno de Turismo do Correio Popular, de Campinas
A informação é meio nojenta, mas vale como curiosidade gastronômica, que é a proposta deste blog. Em Riga, capital da Letônia, existe um restaurante temático baseado em um hospital. Os clientes comem em quartos (como se fossem) de hospitais, ao lado de mesas cirúrgicas, cadeiras ginecológicas, com bisturis, seringas e tomam cerveja em recipientes coletores.
O objetivo do restaurante é proporcionar uma experiência inusitada para os turistas, que são recebidos por uma equipe vestida de branco como se fossem enfermeiros, médicos, farmacêuticos. O nome é Hospitalis.
Nesse vídeo tem uma demonstração de mais ou menos como as coisas funcionam depois de você ter passado pela porta principal do restaurante. http://www.youtube.com/watch?v=IezLZs14Oj8
| Lounge do restaurante |
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| O prato aí é para aparentar pedaços de corpo (dedos, coração etc) e se come com a seringa e o bisturi mesmo. |
| Bar do restaurante |
| Garçonete vestida de enfermeira (ela dá comidinha na boca dos esfomeados!) |
Marcadores: Hospitalis , Letônia
Passaredo, tremei!
A Webjet começa a operar em dezembro no aeroporto Leite Lopes, de Ribeirão Preto, e os preços são para deixar a concorrência mais do que preocupada. Como meu destino de avião costuma ser quase que exclusivamente o Rio de Janeiro, foram os valores de ida e volta que primeiro pesquisei. As passagens, pasmem, variam de R$ 49 a R$ 69 por passageiro, se comprada antecipadamente, e tem dois voos por dia, um pela manhã e outro à noite.
Os preços da Passaredo, que também tem voo direto para o Rio, já eram tentadores. Fui para lá no feriado de 12 de outubro e paguei R$ 129 a ida e R$ 149 a volta. Como a data era concorrida, comprei uns dois meses antes e quem deixou para comprar em cima da hora pagou quase o triplo do valor. Em julho também fui para o Rio e entre a ida, a volta gastei R$ 229 com a taxa de embarque incluída.
Tanto pela Webjet quanto pela Passaredo, os voos são diretos. O voo pela Passaredo, num jato da Embraer, demora menos de uma hora. Me lembro que partiu do aeroporto às 6h40 e às 8h30 eu já fazia o checkin no hotel. Pela Webjet o avião disponível será um boeing. Acho que a Webjet vai ganhar da Passaredo no valor e na forma de pagamento, pois a novata vai dividir em até seis vezes no cartão, enquanto a Passaredo só divide em três.
Gol e Tam, que também têm o Rio como destino, mas é preciso fazer escala em São Paulo, nem vou comentar o preço e muito menos o tempo gasto porque não há um ser normal neste mundo que prefira pagar o valor das passagens dessas companhias, que chegam a ser o triplo quase. Partindo de Ribeirão, Webjet também terá voos para Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Brasília e Curitiba.
Mas se você ainda é daqueles que se preocupam com o que será servido na rápida uma hora de voo pode começar a se preparar para a decepção. Goiabinha e água é o que lhe resta. Para mim, isso não interessa. Quero mais é chegar nos lugares rapidinho e por preço acessível, que é o que me resta. E se os valores oferecidos pela Webjet não for apenas fogo de palha, é bom a Passaredo começar a pensar em diminuir ainda mais o valor das suas passagens. Concorrência é tudo.
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Brastemp Gourmet em Ribeirão Preto
A Brastemp, em parceria com a Casa Claudia, traz pela primeira vez para Ribeirão Preto uma edição da Brastemp Gourmet. Funciona assim: chefs de cozinha de toda a região servem de inspiração para arquitetos criarem ambientes gastronômicos. Cada arquiteto deve projetar seu ambiente tendo um chef e suas peculiaridades como referência. O evento acontece desde 2006 e já foi realizado em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador e Recife.
A mostra, que será realizada no RibeirãoShopping, começa no dia 4 de novembro, quinta-feira, e terá 27 chefs participantes. Além da visitação, também será possível inscrever-se em cursos rápidos de gastronomia, que vão de entradas a sobremesas, como tomate recheado com bacalhau a paella e brownies. Tem coisa para caramba. São cerca de três cursos por dia até 28 de novembro. Dá vontade de fazer todos. É tudo de graça. Quem tiver interesse, acesse o site http://www.bgourmet-ribeirao.com.br/ e devore.
Marcadores: Brastemp Gourmet , Ribeirão Preto , RibeirãoShopping
Vaiêvem da comilança
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| Essa é a de Marguerita (ok, a foto está péssima, mas dá para ter uma noção do tamanho) |
- O Giraffas vai inaugurar uma nova unidade no Extra, na Presidente Vargas. Vai ser o quinto restaurante da rede em Ribeirão Preto. Eu gosto dos pratos executivos de lá. E agora eles também trabalham com carnes mais nobres. Os lanches nem vou comentar porque são insossos e muito, mas muito pequenos. Não dá nem para o cheiro. As saladas também são bacanas. O problema é que os caras regulam no tempero e se você pede mais eles são capazes de cobrar. No geral, o preço é bem razoável e quebra um galhão para quem não tem o privilégio de ir almoçar em casa, como eu.
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