Mostrando postagens com marcador rabada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rabada. Mostrar todas as postagens

Rabada será substituída por feijoada no Engenho da Cerveja

Como não sou a única deste blog que vive para comer, essa informação é colaboração de um amigo, que junto com outro amigo queria muito comer uma rabada. Lembraram do Engenho da Cerveja, que aos sábados servia a iguaria. No entanto, há algum tempo, o restaurante trocou a rabada pela feijoada. Os dois amigos decidiram ligar no restaurante para saber quando poderiam se esbaldar novamente. E a resposta não foi das mais animadoras para a dupla.

Segue a informação que recebi: segundo uma das proprietárias, a volta do prato no cardápio é desejo da casa, mas a direção ainda vai avaliar custos e refazer alguns cálculos. Quando estiver tudo definido, a data será divulgada em cartazes na frente do estabelecimento e em um "veículo de comunicação de grande circulação". Essa parte é um adendo do meu amigo indignado, que aproveitou o fim da rabada para fazer uma crítica velada a Ribeirão Preto: "O restaurante trocou a rabada pela feijoada no menu durante os meses de inverno com a desculpa de que, no friozinho, a feijoada caía melhor. É que, como sabemos, o inverno em Ribeirão é mesmo muito rigoroso..."

Duets: Não vale o quanto pesa

Desde que o Duets, em Ribeirão Preto, implantou o sistema self service ensaio para ir almoçar lá. O restaurante contratou João Roberto, um renomado chefe desta digna cidade, para ser o coordenador dos menus diários. João Roberto era o proprietário do La Pyramide, um restaurante francês, com poucas mesas, conhecido também por assaltar os seus clientes na saída.

Após assistir a uma propaganda do Duets, na qual João Roberto mostrava que dobradinhas e rabadas seriam adicionadas ao cardápido, decidi mesmo que precisava ir até lá. Não por mim, pois passa longe do meu paladar essas comidas extravagantes. Mas o meu marido simplesmente adora (são as comidas que ele mais gosta na vida) e faz verdadeiras sagas pelas cidades onde passa para descobrir quais são os restaurantes que servem os melhores pratos. Somamos aqui também a moela e o ossobuco. Eu só olho.

Enfim, decidimos encarar o Duets num domingão, mais espeficicamente hoje. Vamos ao preço, que é o que interessa: R$ 52 por pessoa, sem incluir as bebidas. Pelo preço e pelo renomado chefe tinha certeza que iria comer até dizer chega. Engano meu. Mario, meu marido, começou pela dobradinha. Não gostou, achou adocicada e com gosto acentuado de cenoura. Sem tempero. "Já comi muitas muito melhores", reclamou o consumidor exigente de dobradinha.

Dirigiu-se, então, até o refratário da rabada. Ao colocar a comida no prato, já veio a primeira reclamação: não era rabada, era ragú, pois a carne estava desfiada. "Deve ser para ninguém comer com a mão", concluiu. O gosto de cenoura era o mesmo da dobradinha. Avaliação geral: faltou tempero ou alguma coisa mais marcante, que poderia ser a pimenta ou um vinho. Eu, como não entendo nada disso, só estou repassando a mensagem.

Sobre o que eu comi: um peixe "Dourado" que estava muito bom. Um risoto de limão siciliano que estava ruim. É sério. Estava seco e sem gosto. Um talharine verde com molho branco: nada de mais. Qualquer macarrão que a minha mãe faça é muito melhor. De sobremesa, docinhos caseiros. E só.

Definitivamente, não vale o quanto pesa. Só volto lá se for para comer hambúrguer. Nisso sim a casa é especialista. A conta é salgada, mas na comida falta tempero. Nada contra o chefe, que deve ser bom mesmo porque ele é o queridinho das revistas de grastronomia. Das revistas de Ribeirão, só para ficar claro. Não sei qual a aceitação dele no resto do mundo. Mas a mim, não agradou. Como não haverá próxima vez, deixa pra lá.

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista. Ardida. Gosta de livros, música, Mafalda, São Jorge, sorvete, corrida e bicicleta. Canta sozinha na rua e conta helicópteros no céu.

Nosso Cortiço

Um blog para compartilhar aquilo que nem sempre há pessoas para compartilhar.

Outros cortiços

Quem perde tempo comigo