Para um, Zelaya é traficante. Para outro, presidente do país cuja capital é Uribe (???). José Alencar foi deixado em branco pela maioria. O Muricy Ramalho ainda é o técnico do São Paulo. O Sarney é simplesmente "político" e, pasmem, o Gay Talese virou jogador de futebol. O que escrevo aqui são apenas alguns exemplos da resposta de um teste de conhecimentos gerais aplicados para a seleção de estagiários para preencher uma vaga, pasmem de novo, de jornalista. Todos os convocados para o teste estão no terceiro ano do curso, em Ribeirão Preto. Uma outra etapa do teste era escrever um texto, de dois parágrafos no máximo, com informações sobre o apagão. Informações com o que eles tinham lido em jornais ou na internet, assistido na televisão ou ouvido no rádio. Para uns, o apagão só aconteceu em São Paulo. Outros nem citaram Itaipu como a causa. Isso era para a gente saber se esses estudantes de jornalismo estão mesmo interessado na profissão que escolheram. A resposta é NÃO. Eles não leem, não ouvem e nem assistem. São alheios ao que acontece ao redor. Não estão preocupados com o mundo que eles vivem. Acredito que, para eles, apenas o mundo particular é importante. De dez testes, um foi consagrado com louvor e depois dele foi difícil escolher o segundo. Mais ou menos todo o resto ficou no mesmo patamar de ignorância do "conhecimentos gerais." Difícil escolher. E, não podemos culpar os professores. Isso é fruto de uma nova geração de adolescentes preocupada com futilidades. Uma amiga minha professora em uma faculdade de jornalismo pensa em pendurar as chuteiras porque diz não aguentar mais preparar aulas para uma turma que nem sabe o que está fazendo lá.
Aurora
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Quando acompanhei com o olhar aquele galo se empoleirar no alto da
mangueira e bater as asas, me irritei profundamente. E aí, ele cantou… Quem
pensa que é ...
Há 4 anos