Não, eu não sou um fiasco na cozinha... Só quase!


Camiseta inspirada em mim
Disseram-me que eu deveria escrever sobre as minhas agruras na cozinha. Não sei se porque é engraçado, não sei se é porque mostra a importância de não desistir na primeira derrota – no meu caso, nem na segunda, nem na terceira, nem na quarta, nem na quinta, nem na sexta... – não sei se é porque mostro para as demais pretendentes a se tornarem uma cozinheira de sucesso que há pessoas piores do que elas na cozinha – no caso, eu – ou se é mesmo só para mostrar a importância de expor suas mazelas perante à sociedade.

Decidi aceitar a sugestão de amigos e, a partir de agora, não só contarei o que apronto na cozinha como tirarei fotos, que é para ninguém achar que exagerei. Porque eu não exagero. Pode ser mesmo cruel. No entanto, as aventuras do passado estão registradas na minha mente, mas sem fotos. Mas contarei com tamanho detalhe que vocês imaginarão o resultado da tragédia como se estivessem na mesa da sala, esperando o almoço ficar pronto e se deparassem com a decepção em forma de gente. 

No entanto, antes de começar, quero deixar claro que não sou, assim, um fiasco total. De vez em quando eu acerto. E, ó, quando acerto, é pra valer. Mas, prometo, só vou escrever sobre o que não deu certo porque o que funciona já está cheio de cozinheira que se acha por aí contando a “delícia” que fez para a família, para os amigos, para os filhos dos amiguinhos e ... Ah, vocês sabem bem do que estou falando e com certeza já trombaram uma ou milhões dessas mundo online afora. Tá, confesso, eu gosto delas porque não sei fazer nada sem uma receitinha bem explicada, nos mínimos detalhes.

Sim, eu já queimei arroz de saquinho. Sim, eu já fiz um cookie virar farofa. Sim, eu já quase botei fogo na casa. E não foi uma vez só não. Sim, eu já coloquei o tomate primeiro na panela e com pele e com sementes. Sim, eu queimo torrada. Na verdade, acho que o índice de sucesso das minhas torradas feitas com pão velho é de uma vez para cada dez tentativas. Ah, também já embatumei um monte de bolo, já esqueci de colocar fermento em tortas, já fiz grão de bico fora da panela de pressão, já fiz coisas na panela de pressão que não precisavam dessa assina e, pasmem, já deixei coisas no forno por horas sem nunca ter acendido o bendito.

Antes que me perguntem: sim, meu marido é feliz comigo mesmo assim. Acreditem. E, se eu convidar vocês para almoçar em casa, por favor, apareçam.

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Jornalista. Ardida. Gosta de livros, música, Mafalda, São Jorge, sorvete, corrida e bicicleta. Canta sozinha na rua e conta helicópteros no céu.

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