Para quem gosta de Tim Maia

Comprei, por acaso, o CD do Tim Maia in Concert. É um show dele com a banda Vitória Régia e também com uma orquestra sinfônica, gravado no Rio de Janeiro, em 1989. Foi a melhor coisa do Tim Maia que já ouvi na vida. Paguei R$ 12,90 no disco. Ontem comprei o DVD do show por R$ 19,90 na Saraiva. Apesar de ser o mesmo show, o DVD tem coisas que foram cortadas no CD e vice-versa. Quem gosta, já compra os dois de uma só vez porque não há nenhuma chance de se arrepender. Muito pelo contrário. É diversão na certa. Tim Maia está animadíssimo. A orquestra é muito boa e a seleção das músicas é das melhores.

Sobre a imprensa de órgãos públicos

- Quem disse que você poderia acompanhar a reunião?

Essa pergunta foi feita pela assessora da Transerp para uma repórter da Gazeta que tentava acompanhar a reunião do Conselho Municipal de Transporte Coletivo Urbano com aTranserp (órgão responsável pelo trânsito e transporte da cidade) sobre o aumento nas tarifas de ônibus em Ribeirão Preto.

Vamos esclarecer as coisas: conselhos municipais existem para aproximar a população de todos os assuntos que acontecem na cidade. Portanto, toda e qualquer reunião de qualquer conselho (patrimônio, saúde, transporte, etc) são abertas para quem quiser participar e o jornalista é um elemento a mais para aproximar o cidadão comum das decisões políticas de uma cidade. E a possibilidade de uma tarifa passar dos R$ 2,30 para R$ 2,45 é mais do que de interesse de qualquer um.

Marina Aranha, a repórter, foi proibida de acompanhar a reunião. Voltou para a redação e só ficou sabendo do resultado após o fim do encontro porque um dos conselheiros, que também é integrante de um sindicato, deu entrevista. O superintendente da Transerp, William Latuf, não se manifestou. Publicamos a notícia.

No dia seguinte, quando os outros jornais da cidade foram recuperar a nossa história e ligaram para a assessoria de imprensa da Prefeitura, outra dificuldade. A resposta da assessora era de  que a discussão sobre o aumento das tarifas "ainda era muito interna" e de que demoraria para as coisas se consolidarem de fato.  Só para ressaltar: mais de um repórter deste jornal ligava todos os dias para a Transerp e para o conselho de transporte para saber se havia novidades sobre o aumento da tarifa e a resposta da Transerp era sempre que não e que, quando houvesse algo de novo, seríamos informados. Nunca fomos informados pela Transerp de nada e sobre a reunião só ficamos sabendo porque a repórter sabia que aí tinha.

Assessores de imprensa, sejam eles de prefeituras,dos estados ou da União, de câmaras de vereadores ou de assembleias legislativas, deveriam ter um pouco mais de noção sobre o que é, de fato, ser jornalista ou sobre como funciona, de fato, o jornalismo. Saibam, meus caros, que vocês não estão aí para blindar prefeitos, secretários,  ministros e parlamentares de notícias pouco populares. Vocês existem para facilitar e intermediar o acesso de repórteres com as autoridades políticas. Todos vocês são pagos com o nosso dinheiro e qualquer pessoa com um cargo público têm o dever de informar e nunca de esconder.

De novo, o McDonald´s

Tem gente que vai ler esse blog e pensar que é implicância minha. Ou vai pensar que se não for implicância é um desejo reprimido daqueles tão brutais que faz com que as pessoas falem mal, um sentimento bem parecido com a inveja. Mas não é nada disso. Eu até que comia lá, bem de vez em quando, mas comia. Meu asco contra o McDonald´s foi sendo construído bem aos poucos e se consolidou com o episódio da barata no sundae, lá na loja do Santa Úrsula. Acho que tudo começou com o Super Size Me. Mas tenho discernimento suficiente para saber que uma pessoa que comer hambúrguer todos os dias vai mesmo explodir. Mas alguma coisa naquele documentário me fez parar para pensar. E também achava o lugar meio caro para o tamanho do sanduba.

Depois recebi um vídeo sobre a forma de preparo dos sanduíches. Um horror. Vejam com seus próprios olhos: http://www.youtube.com/watch?v=87d4nOHmiRs . Então veio a notícia de que o lugar obrigava seus funcionários a almoçarem seus próprios sanduíches todo santo dia. Não podia sair para almoçar em outro lugar. Depois teve a quantidade de hambúrgueres estragados apreendidos em São Paulo. E depois, o mais chocante de todos, a barata, viva, no sundae de maçã. Mas, nem sempre as pessoas levam a sério o que é publicado por aí e, muito menos, o que é publicado por aqui, neste blog. Meus amigos já tinham lido sobre tudo isso, mas insistiram em comer no Mc. Eis que pagaram com os próprios estômagos. Em dias alternados, mas na mesma semana, três amigos foram comer na loja da Presidente Vargas. Não sei se os três comeram os mesmos lanches, mas todos eles passaram bem mal durante a madrugada. "Morri, Maria", foi o que uma delas me disse.

Juro, não é implicância porque eu era fã do McFlurry e também das tortinhas, mas hoje não como mais nada. E também não sou nenhuma militante contra o fim dos fast foods. Quero que se danem se as pessoas querem pagar para comer mal. Livre arbítrio é para isso mesmo. O meu post é apenas para que mais pessoas saibam que uma das maiores redes de fast food do mundo, se não a maior, é um engano e que a higiene deixa mais do que a desejar.

O Fim do Snacks

Para quem não conhece, pode esquecer porque não dá mais tempo. Pelo menos não naquele lugar. O Snacks, um restaurante bacana mesmo, que tinha aberto na Olavo Bilac, onde já reinou o famigerado Baobá, fechou as suas portas mais rápido do que um pensamento. Tem gente que fala que não durou nem um mês, mas acho que foram três meses de existência.

Já existe uma unidade do Snacks lá na ou perto da Unaerp, mas eu nunca tinha visto e nem ouvido falar e esse da Olavo Bilac só fiquei sabendo porque alguém me indicou. Para não falar que o cara não fez propaganda, recebi um flyer uma vez durante a Stock Car, mas nunca mais vi nada. Nem um outdoor, anúncio em rádio ou jornal.

Para quem não conseguiu prestigiar, o lugar era o máximo. Meio Malhação, mas o máximo. Vários tipos de saladas, que vinham acompanhadas com torradas gigantes por preços mais do que camaradas. Sem contar os Smoothies e os lanches, que eram preparados no esquema Subway, mas muito melhores. Agora o local está em reforma e vai virar outra coisa. Mas a minha pergunta é: por que as pessoas acham que um negócio vai andar com as próprias pernas em tão pouco tempo e sem anunciar aos quatro cantos que, sim, ele existe. O Burger King que é o Burger King anunciou. O The Fifties, que é mais do que conhecido, também anunciou.

Não sei se o problema é que as pessoas não gostem de comidas saudáveis. Acredito que o problema, neste caso, é que as pessoas não sabiam que o lugar existia e o proprietário teve pressa em ganhar dinheiro. Uma pena. Estou órfã de almoços saudáveis e baratos perto de onde trabalho. Meus amigos de jornal - e olha que jornalista tem fama de só gostar de comida podrona - também lamentam.

A garagem é minha!

Duas vagas na garagem. Apenas um carro. A garagem número dois está pintando. Ok. Guardarei na garagem de número um, apesar de o número de manobras ser muito maior. "A sua garagem de número um está ocupada", fala o porteiro. "Como assim?", pergunto sem entender nada. "O síndico que colocou o carro do doutor Paulo lá. É que o doutor Paulo está viajando e o síndico guardou na sua vaga enquanto você trabalhava porque ele não achava que a pintura não ficaria pronta hoje." "Ah, entendi. Pede para o síndico tirar o carro de lá então." "O síndico não está e eu não vou dirigir aquele carro não. Mas, você pode guardar o carro no shopping e passar a noite lá e depois manda a conta para o condomínio." "Eu quero parar na minha garagem. Eu já pago condomínio suficiente para isso." "Desculpa, mas agora não vai dar." "Puta síndico folgado!"
Fui vencida. Segui para o shopping para guardar o carro. Tá bom, eu sei que o shopping é na esquina de casa, mas foi difícil de achar vaga e só consegui no subsolo número três. Frequentadores de shoppings sabem muito bem o que significa estacionar no terceiro subsolo. É um saco até conseguir chegar no térreo e só eu sei quantos minutos demora para chegar o elevador na porra do terceiro subsolo.
Na hora de travar o carro, pimba! O vidro não sobe. Quebrou. Pronto. Arrumei mais uma desculpa para estacionar na MINHA garagem. O síndico não chegava nunca. Devia estar tranquilo passeando por aí sabendo que a sua garagem estaria bem reservada quando chegasse. Afinal, ele é o síndico e quem se atreveria a colocar o carro na vaga do sín-di-co? Pedi o celular do bendito para o porteiro e, ao invés de me passar o número, o porteiro achou melhor eu colocar o carro numa outra vaga que estava vazia porque o dono dela estava viajando. "E se ele chegar de madrugada?" "Ah, não vai chegar não. Tenho certeza." "Tá bom. Se ele chegar a gente interfona para o síndico de madrugada."
Ele não chegou. Mas eu ainda não desisti de falar para o síndico que na minha vaga mando eu. Baixinho folgado.

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Jornalista. Ardida. Gosta de livros, música, Mafalda, São Jorge, sorvete, corrida e bicicleta. Canta sozinha na rua e conta helicópteros no céu.

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