A Vida do Garganta Profunda

O que teria sido diferente no jornalismo se o Garganta Profunda não tivesse existido? O que teria sido dos americanos se o Garganta Profunda não tivesse existido? E, mais, como seria hoje o FBI? Por essas e outras respostas e curiosidades, o livro do Garganta Profunda, que revela a verdadeira identidade de quem ajudou a imprensa a desvendar o caso Watergate pode ser considerado leitura obrigatória não só para jornalistas. Entender o que passou na cabeça do importante agente do FBI para revelar o segredo nos faz pensar que nossos deveres como cidadãos talvez sejam mais importantes do que manter nossas obrigações com determinadas instituições. Mark Felt morreu aos 95 anos e só revelou a sua verdadeira identidade aos 92 após alguma insistência da família. Até então, ele não sabia ao certo se seria visto como herói ou inimigo de uma instituição. E, até então, nem mesmo os familiares tinham certeza de que ele era o Garganta Profunda. Apelido, aliás, que ele nunca gostou. E Felt também sempre negou que tenha sido um informante dos repórteres do Washington Post. O que ele afirma é que apenas confirmava informações que os dois repórteres já sabiam. Enfim, o livro mostra que não foi um simples arrombamento e que desde o início ficou claro que altos funcionários do governo estavam mergulhados até o pescoço na sujeira e fariam o que fosse para sabotar as investigações, inclusive com o envolvimento da CIA e a nomeação de um funcionário do governo Nixon para assumir o primeiro posto do FBI depois da morte de Hoover e informar ao governo todos os passos da investigação. Com Hoover, apesar de inúmeras tentativas dos governos americanos de abuso de poder, o FBI era uma instituição independente. E Felt tentou manter isso até o fim.

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Jornalista. Ardida. Gosta de livros, música, Mafalda, São Jorge, sorvete, corrida e bicicleta. Canta sozinha na rua e conta helicópteros no céu.

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