Caí no mundo virtual

Quando o Orkut surgiu eu fui uma das últimas entre as minhas amigas a participar e quando recebi o convite para entrar não fazia a mínima ideia do que se tratava. Me inscrevi e pirei. Não queria sair do Orkut, me inscrevi em várias comunidades e inclui na minha lista de amigos até aqueles que quando a gente tromba fora do mundo virtual finge que não conhece ou dá um oizinho escondido. De uns tempos pra cá, eu abandonei total o Orkut e já nem respondia mais os recados.

Quando o Twitter apareceu e a febre começou, eu me recusei a participar. No começo, eu também não sabia do que se tratava. "Como assim as pessoas te seguem no mundo virtual?", eu perguntava aos mais íntimos. Hoje eu já sei como funciona, mas como acho que ele vai ocupar muito o meu tempo porque eu sou sem noção, continuo firme na resistência. Por esse motivo também não tenho videogame.

Sem Twitter, decidi criar um blog - esse mesmo - e no começo eu escrevia pouco, mas agora eu me preocupo mais com ele. Quando o Nosso Cortiço nasceu, eu não sabia nem como escolher um layout e precisei da ajuda dos universitários. Hoje o blog está aí e sou só um pouco sem noção com ele. Na verdade, tudo piorou bem desde que o tal do Blogger decidiu nos proporcionar a tal das "estatísticas." É difícil driblar a curiosidade e fingir que não quer saber de onde vem e quando são os seus acessos.

Até o mês retrasado, também não tinha Skype. Resolvi criar uma conta porque o meu pai disse que era mais fácil e barato para conversarmos. Mas esse não pegou muito, não. Quase não uso. Mas está lá, instalado no computador caso alguém precise falar comigo by Skype. Também criei uma conta do Google só para usar o serviço de mensagem instantânea dele. Sim, eu tenho MSN também, mas alguns amigos só usam o do Google. No total, tenho quatro contas de email, incluindo a do trabalho.

Em uma entrevista para um freela, descobri que sou quase uma analfabeta virtual. A entrevistada não parava de me falar em Linkedin e um tal de painel Livra, que funciona como uma rede virtual para pesquisa de mercado e opinião. Quando essa mulher citou o Linkedin me recordei na hora dos inúmeros convites desprezados e jogados na lixeira. Desliguei o telefone e fui me informar.

Após me informar, descobri que muitos dos meus amigos de profissão já estavam no Linkedin e me senti, mais uma vez, uma analfabeta virtual. Só por despeito, me inscrevi nessa rede de relacionamento profissional e também na tal da Livra, onde você responde pesquisas e concorre a prêmios, que vão de iPhones a laptops. Há 15 dias um outro convite chegou até mim: o Mundo de Opiniões. É o mesmo esquema da Livra. E lá estou eu, inscritíssima.

Na semana passada, me peguei aceitando um convite do Facebook. Há um bom tempo ouço falar "ah, essa foto vai para o Facebook", mas nunca tinha tido curiosidade de saber mais nada até que duas amigas ficaram me aloprando para entrar. Antes de aceitar, fiz um monte de perguntas sobre a diferença entre o Orkut e o Facebook. Para matar a curiosidade, só fazendo parte da rede social. Lá estou eu fissurada com as descobertas e lutando comigo mesma para passar menos tempo em frente ao computador. Acho que o Twitter eu ainda resisto por mais um bom tempo. Ou não.

4 comentários:

Rudy 10 de novembro de 2010 14:48  

Ser membro de todas estas redes virtuais é o diferencial para que você seja considerado 'descolado' ou não! É uma regra diretamente proporcional.

Josi 11 de novembro de 2010 08:56  

NOOSSAA, agora eu que me senti uma analfabeta! rsrsrs
visite meu blog: coisasdeleide.blogspot.com.br

Bibiana Sant´Ana 19 de novembro de 2010 22:26  

Fer, nem tente fugir. O twitter é uma delícia. Pura informação. Se quiser, crie um e me siga: bibianasdm (kkkkkkkk)
bj

Neto Guido 29 de novembro de 2010 14:20  

Fer, passei por tudo isso também, tudo é uma questão de moda. Quanto ao twitter, na minha singela e humilde opinião é chato pra caramba.

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